O revisor tipográfico
húngaro Ladislao Biro (1899-1985) inventou,
em 1937, uma caneta que não borrava e cuja tinta não secava no
depósito, como fazia a velha caneta-tinteiro. Na oficina do jornal em
que trabalhava, na cidade de Budapeste, deteve-se a observar o funcionamento
da rotativa. O cilindro se empapava de tinta e imprimia o texto nele gravado
sobre o papel. Com a ajuda de seu irmão Georg, que era químico,
e do amigo Imre Gellért, um técnico industrial, Biro encontrou
a solução. Acondicionou a tinta dentro de um tubo plástico.
A tinta, pela força de gravidade, descia para a ponta do tubo. Nessa mesma
ponta, ele colocou uma esfera de metal que, ao girar, distribuía a tinta
de uma maneira uniforme pelo papel. Os dedos não ficavam sujos de tinta
e o papel nunca borrava.Durante a Segunda Guerra Mundial Biro achou melhor optar
pelo exílio na Argentina, em 1940. |